Cotações do feijão estabilizam após valorização
Feijão carioca mantém alta nas praças
Foto: Pixabay
O mercado de feijão apresentou liquidez mais moderada nos últimos dias, após as valorizações registradas nas semanas anteriores. Segundo dados divulgados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o movimento foi influenciado pelo recesso de carnaval.
Apesar do ritmo mais lento nas negociações, as cotações permaneceram estáveis, especialmente para o feijão carioca nas regiões de Curitiba, no Paraná, e de Sorriso, em Mato Grosso. Entre os dias 13 e 20 de fevereiro, os preços do feijão carioca de notas 9,0 a 10,0 e peneira 12 avançaram entre 1,3% e 4,5%.
Na média semanal, as cotações ficaram quase 3% acima das registradas na semana anterior nas principais praças do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Os maiores movimentos ocorreram em Itapeva, no interior paulista, e no Noroeste de Minas Gerais, refletindo a oferta restrita de produtos de melhor qualidade.
Na parcial de fevereiro até a quinta-feira (20), os preços desse padrão estão 25,1% acima dos de janeiro e 36,8% superiores aos de fevereiro de 2025. Com menor disponibilidade de lotes superiores, parte da demanda migrou para o produto de qualidade intermediária.
No feijão carioca de notas 8,0 e 8,5, os preços subiram, em média, 2,7% na semana. Houve estabilidade na Bahia e em São Paulo, enquanto Paraná e Mato Grosso registraram altas mais intensas, que chegaram a 6,9%. No acumulado de fevereiro, esse padrão já apresenta valorização de 22,6% em relação a janeiro e de 50,7% na comparação anual.
Para o feijão preto tipo 1, as variações foram mais moderadas, indicando maior equilíbrio entre oferta e demanda. A colheita no Paraná avança para a fase final, reduzindo as incertezas quanto ao volume e à qualidade. Entre 13 e 20 de fevereiro, as cotações subiram 1,8% nas regiões do Paraná e de Itapeva (SP) e 0,5% no Oeste Catarinense.